Com chuvas, Comitês PCJ reduzem vazão do Cantareira para 3 m³/s

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As descargas de águas do Sistema Cantareira para as Bacias PCJ, que chegaram a 10m³/s no mês passado, foram reduzidas para 3m³/s nesta semana, conforme comunicado da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico dos Comitês PCJ (CT-MH). No domingo, dia 1º de outubro, a redução da vazão foi de 10m³/s para 5m³/s e, nesta terça-feira, dia 3, para 3m³/s em virtude das intensas chuvas na últimas 72 horas. A reunião deste mês da CT-MH será nesta quarta-feira, dia 4, a partir das 9h30, na sede do Consórcio PCJ (Av. São Jerônimo, 3100 - Morada do Sol, Americana) e é aberta ao público.

“As novas resoluções vigentes quanto à gestão do Sistema Cantareira propiciam essa flexibilidade aos Comitês PCJ. Ou seja, nos períodos secos há um aumento nas descargas. E quando há ocorrência de chuvas, fazemos a redução nas descargas”, explicou o coordenador da CT-MH, Alexandre Vilella.

De junho a novembro de cada ano, no chamado período seco, a Câmara Técnica é a responsável pela gestão das descargas para as bacias PCJ e emissão de comunicados ao DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica)/ANA(Agência Nacional de Águas).

“A CT-MH tem se pautado nas regras, nas demandas de qualidade e quantidade dos rios a jusante dos reservatórios, principalmente, buscando um equilíbrio entre reservar água nos reservatórios para os próximos períodos e atender as demandas da região”, ressaltou Vilella.

Historicamente, setembro é o mês mais crítico do ano quanto as baixas vazões, assim como em outubro, inicia-se o período chuvoso. No entanto, as Bacias PCJ são consideradas críticas em virtude da baixa disponibilidade e grande demanda.  “As chuvas amenizaram a situação temporariamente. Porém, após as chuvas ocorrerem, há uma rápida queda nos níveis dos rios e a necessidade de novas descargas do Sistema Cantareira para a região”, comentou.

Segundo Vilella, os níveis dos principais pontos de monitoramento, de maneira geral, estão duas vezes maiores que aqueles observados antes das últimas chuvas nas 72 horas anteriores. Mas, já se observa uma tendência de queda nos próximos dias.

“É importante lembrar que há um tempo de trânsito significativo entre os reservatórios e as captações. Por exemplo, até Campinas são em média sete a 10 dias. Portanto, as decisões devem considerar a previsão do tempo e as vazões nos postos daqui sete a 10 dias e não, simplesmente, a vazão instantânea neste momento”, ressaltou o coordenador da CT-MH.

Esses e outros assuntos serão discutidos durante a 174ª Reunião Ordinária da CT-MH desta quarta-feira, dia 4, em Americana.

CÂMARA TÉCNICA DE MONITORAMENTO HIDROLÓGICO

A CT-MH é uma das 12 Câmaras Técnicas dos Comitês PCJ, possui cerca de 100 membros e tem o papel de coletar e analisar dados da quantidade e da qualidade da água nas Bacias PCJ, além de também ser responsável por definir regras operativas, adequações técnicas, execução de obras e implementação de medidas preventivas e corretivas para a operação e manutenção de reservatórios, captações de água e efluentes líquidos. Além de Alexandre Vilella, também fazem parte da coordenação da CT-MH, Paulo Tinel (coordenador adjunto) e Luís Filipe Rodrigues (secretário).

 

ACESSO AO SISTEMA

A maior parte dos dados monitorados e analisados pela CT-MH é divulgada pela Sala de Situação PCJ, resultado de um convênio entre DAEE, Fundação Agência das Bacias PCJ (braço executivo dos Comitês PCJ) e Fundag (Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola). Para mais informações sobre as vazões do Cantareira, níveis e vazões dos rios das Bacias PCJ, acesse: www.sspcj.org.br e www2.sabesp.com.br/mananciais/divulgacaopcj.aspx