Agência das Bacias PCJ e Comitês PCJ comemoram resultados positivos do “maior Fórum Mundial da Água da história”

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Na avaliação do diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, a participação da Agência e Comitês PCJ no maior evento de água do planeta foi “muito positiva” e “superou todas as expectativas”; o 8º Fórum Mundial da Água é considerado o maior da história, com participação de mais 120 mil pessoas

 

Foram dias intensos, de muitas aprendizagens e troca de experiências com pessoas de diferentes regiões e países. Não é por acaso que o 8º Fórum Mundial da Água, realizado em Brasília entre os dias 17 e 23 de março, é considerado “maior da história”, com a participação recorde de mais de 120 mil pessoas. Na avaliação do diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, o evento superou todas as expectativas possíveis.

Os Comitês PCJ e a fundação que atua como sua secretaria executiva, a Agência das Bacias PCJ, dividiram mais de 200 metros quadrados com outros 20 comitês de bacias hidrográficas paulistas no Espaço São Paulo, um dos estandes mais visitados na área da Feira do Fórum Mundial da Água.  

“A avaliação é muito positiva, superando todas as expectativas, inclusive aquelas mais otimistas que a gente fazia.  Primeiro, os membros dos Comitês PCJ deram um exemplo de participação e interação com os demais comitês e pessoas do mundo que estiveram no Fórum. Depois, nós tivemos a interação com as crianças, que também visitaram bastante nosso estande”, comentou Razera. 

No Espaço São Paulo, além de equipamentos como o espelho e robô interativos e uma mesa virtual com uma versão do jogo “Candy Crush” com a temática de preservação da água, entre outas atrações, foram exibidos também três vídeos de 360 graus sobre os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

O presidente da Agência das Bacias PCJ também ressaltou que o grande tema do Fórum foi “como se preparar para enfrentar os desafios e imposições colocadas pelas mudanças climáticas” e que, com isso, os Comitês PCJ puderam mostrar suas ações na área de recomposição florestal e políticas de proteção aos mananciais.

“Esses temas dominaram as discussões no Fórum e nós, no Espaço São Paulo, refletimos um pouco isso, mostramos nossas experiências e recebemos delegações de Angola, Honduras, Guatemala, Comunidade Europeia, vários prefeitos, o governador Geraldo Alckmin, os secretários de Estado Benedito Braga (Saneamento e Recursos Hídricos) e Maurício Brusadin (Meio Ambiente), e os ministros Sarney Filho (Meio Ambiente) e Helder Barbalho (Integração).  Por tudo isso, os resultados foram muito bons e nós saímos daqui com a esperanças de que devemos fazer uma gestão ainda melhor nas Bacias PCJ com o que foi aprendido aqui”, concluiu Razera.

LEI DAS ÁGUAS

O presidente dos Comitês PCJ e prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, que também participou do evento em Brasília, destacou que o fato de o Fórum Mundial da Água ter sido realizado no país dá mais esperanças para reforçar a gestão descentralizada e participativa da água, o que foi conferido pela Lei Federal número 9.433, de 1997, a Lei das Águas.  “O Brasil tem uma lei muito moderna e uma política bem desenvolvida na área de recursos hídricos e a experiência de Comitês, com a sociedade participando da gestão das águas, a qual a maioria dos países não tem. O fato de o evento ter sido no Brasil foi muito bacana, porque deu essa oportunidade para os países da América do Sul, Central e África, conhecerem essa política. Isso colaborou para o Brasil divulgar o que está fazendo e também para dar esperanças para que a gestão descentralizada e participativa seja vista como um modelo que dá certo”, resumiu.