PCJ avança em ação de proteção dos mananciais da Bacia do Rio Corumbataí

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Agência das Bacias PCJ e parceiros entregaram no sábado, 28, os projetos de adequação ambiental das 15 propriedades rurais que aderiram ao Nascentes Analândia

Mais um importante passo para a proteção de mananciais foi dado pela Agência das Bacias PCJ neste sábado, 28, com a entrega dos projetos de adequação ambiental das 15 propriedades rurais que aderiram ao Projeto Nascentes Analândia. Lançado em agosto de 2017, o programa abrange uma área de 1.650 hectares na microbacia do Córrego Cavalheiro que é um dos afluentes do Corumbataí, onde estão localizadas inúmeras nascentes importantes para o abastecimento das regiões de Piracicaba e Rio Claro.

Os PIPs (Projetos Integrais de Propriedades), como são chamados, fazem o diagnóstico da situação de degradação ambiental específica de cada propriedade envolvida e também propõem intervenções para recuperação delas, com particularidade para aquelas voltadas à restauração ecológica.

A diretora técnica da Agência das Bacias PCJ, Patrícia Barufaldi, que coordena o Nascentes Analândia, destaca que projetos de outras regiões a serem financiados pela instituição também seguirão esse modelo. “A Agência vem trabalhando com os Comitês PCJ para, em um primeiro momento, promover a parte da restauração florestal. Como esse é um projeto-piloto, temos, agora, através de um edital de chamamento, novas áreas a serem trabalhadas nas Bacias PCJ. Estamos no processo de análise técnica dessas propostas para verificar a viabilidade de execução. As áreas escolhidas seguirão o mesmo modelo do Projeto Nascentes Analândia, ou seja, de promover a agricultura sustentável”, explicou.

Após a entrega dos PIPs, os proprietários rurais assinaram um termo de interesse para aderirem à próxima etapa, que é a contratação da execução das intervenções, com prioridade para as voltadas à restauração ecológica. A expectativa é de que o início da execução aconteça ainda neste segundo semestre. Para a parte de reflorestamento, a Agência das Bacias PCJ viabiliza recursos para execução por meio parceiros; para outras intervenções como a conservação de solo e saneamento, estão sendo buscadas novas alternativas.

“Estamos felizes com a conclusão dessa primeira etapa. A ideia, agora, é que isso saia do papel e seja executado no campo. É isso que os agricultores esperam. Tudo está correndo bem e ocorrendo conforme nosso planejamento”, comentou o vereador de Analândia, Leandro Santarpio, secretário-executivo da UGP (Unidade Gestora do Projeto).

O prefeito Jairo Mascia, que também participou da cerimônia, destacou a importância do projeto para Analândia e região. “É um projeto importantíssimo porque visa recuperar as áreas degradadas, conservar a água, recuperar fauna e flora. A área que será recuperada é onde ficam as nascentes do Rio Corumbataí, que é essencial para o abastecimento de toda a região”, ressaltou.

PRODUTORES RURAIS

Na abertura do evento, no Centro Comunitário Educacional e Cultural “Dirceu Mancini”, o diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ, Sergio Razera, lembrou que sábado, 28, foi celebrado o Dia do Agricultor e aproveitou para elogiar a conscientização dos produtores rurais que aderiram à proposta.

Um deles é Antonio Rozin Sobrinho. “O Sr. Waldemar Bóbbo (um dos idealizadores do Nascentes) fala desse projeto há 11 anos. Eu até brincava que isso nunca ia sair do papel. Dessa vez, vai se concretizar. É uma necessidade das propriedades preservarem essas nascentes. Vai ser bom para a cidade e para a região”, enfatizou.

Seu colega, Mario Carlos Ottobrini Costa, também comemorou. “É uma semente que foi plantada. Tomara que floresça. Expectativa é a melhor possível. Vai ser bom para todos, não só para nós proprietários e para Analândia, mas para a Bacia do Rio Corumbataí como um todo”, concluiu.

O Projeto Nascentes Analândia surgiu a partir da necessidade de se promover a recuperação, conservação e proteção da microbacia do Córrego Cavalheiro, em Analândia, considerado um importante manancial de interesse para abastecimento público nas regiões de Rio Claro e Piracicaba. Até o momento, para a execução dos PIPs, foram investidos R$ 183.560,94, provenientes da cobrança pelo uso da água em rios de domínio da União (Cobrança PCJ Federal).

Entre os aspectos de degradação levantados nos PIPs, estão a necessidade de restauração da vegetação remanescente, incluindo as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL); aplicação de técnicas voltadas à conservação de solo e carreadores; além da necessidade de estruturas de saneamento na área rural, isolamento de fatores de degradação (cercamento) e contenção de processos erosivos. O total de área proposta para restauração ecológica é de 88,44 hectares, que envolvem a recomposição de APPs e Reserva Legal.