Presidente da Rede Latino-americana de Bacias Hidrográficas visita sede da Agência das Bacias PCJ

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Na tarde desta quarta-feira, 13 de março, o presidente da Rede Latino-americana de Organismos de Bacias (RELOC), Roberto Olivares (México), visitou as dependências da Agência das Bacias PCJ. Ele foi recepcionado pelos diretores Sergio Razera (Presidente), Ivens de Oliveira (diretor administrativo e financeiro) e Patrícia Barufaldi (diretora técnica), bem como por João Baraldi, coordenador da câmara técnica de uso e conservação da água no meio rural dos Comitês PCJ, Petrus Weel, ambientalista membro da CT-Rural e CT-RN, e membro do Conselho Deliberativo da Agência das Bacias PCJ, e demais colaboradores da Agência.

Olivares aproveitou a oportunidade para se inteirar sobre as ações, resultados e estrutura das entidades que atuam na gestão e preservação dos recursos hídricos da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, como a Agência das Bacias PCJ, Comitês PCJ, Consórcio PCJ e Ares PCJ.

Agenda

Entre a programação de que o Presidente do RELOC participou esteve uma reunião, da qual estiveram presentes Francisco Carlos Castro Lahóz (Consórcio PCJ), José Rubens Françoso (Semae Piracicaba), Luiz Roberto Moretti (Comitês PCJ), Guillermo Saavedra (Federación Nacional de Cooperativas de Serviços Sanitários/Chile), Hachmi Kennou (Institut Mediterranéen de l´Eau/France) e Gavroche Fukuma (representante do Movimento Cidades Inteligentes).

Em sua fala, Olivares destacou a importância do intercâmbio entre os países da América Latina para troca de informações, conhecimento e aprendizado sobre gestão dos recursos hídricos e seus instrumentos, e elogiou as publicações da Agência das Bacias PCJ, duas delas, editadas recentemente: o Relatório de Gestão das Bacias PCJ 2017 e o Relatório Institucional 2018. Também afirmou que pretende mostrar as publicações em um encontro de que participará no Líbano com o intuito de que sirvam como modelos de projetos no setor.

Outro ponto bastante destacado pelo presidente do RELOB foi o processo de gestão integrada e participava dos organismos que atuam nas Bacias PCJ. De acordo com ele, é necessário retomar os intercâmbios que havia quando da criação das primeiras instituições – Consórcio e Comitês PCJ – e aprender com as crises e seus ensinamentos.

Por fim, Olivares propôs a criação de uma publicação que integre as instituições e que possa render resultados para todos os países da América Latina. “Em 2020, uma oportunidade de nos encontrarmos novamente, quando estaremos no Fórum das Américas que será realizado no Brasil”, afirmou.

Na sequência, Luiz Roberto Moretti, secretário executivo dos Comitês PCJ, fez um breve resumo sobre os trabalhos dos Comitês PCJ desde a criação em 1993, reforçando a coragem e ousadia necessárias nestes mais de 25 anos. “Acredito nos trabalhos que estamos realizando, e os resultados que hoje vemos nas Bacias PCJ mostram que estamos no caminho certo, agregando mais qualidade de vida para os mais de 5,7 milhões de habitantes da região”, disse.

Olivares estende sua agenda até amanhã (14) e 15 de março para participar do Seminário Internacional da Água, que acontece em Piracicaba, no Engenho Central. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no link http://ci.eco.br/agua2019.

“Receber o Sr. Roberto Olivares foi uma grande honra para a Agência das Bacias PCJ”, resumiu Sergio Razera, diretor-presidente da Agência das Bacias PCJ. “Vivemos um momento em que, apesar de haver muito por fazer, estamos colhendo frutos através de projetos realizados e que estão em andamento em várias cidades da região, tanto no conservação de mananciais e recursos hídricos, como no tratamento de esgoto. O Sr. Olivares compartilha de nossa visão, de que é possível fazer ainda mais por meio da interação entre entidades e pessoas que lutam pelo mesmo fim: a conversação da água em toda a América Latina e no mundo.”

Razera enfatiza, ainda, a importância da Cobrança PCJ federal como forma de captação de recursos. “Em 2018, 80% do que captamos foi aplicado em projetos que estão mudando a realidade de pessoas e cidades da região de nossas bacias, superando nossa meta inicial, que era de 50%”, salientou.